A terra das árvores andantes.

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Ele levantou os olhos e disse: “Vejo pessoas; elas parecem árvores andando”. Mais uma vez, Jesus colocou as mãos sobre os olhos do homem. Então seus olhos foram abertos, e sua vista lhe foi restaurada, e ele via tudo claramente. (Marcos 8:24 e 25)

 

Está aí a cura de Jesus feita “à prazo”. Aquela que me incomoda pela minha ignorância em não entender completamente todas as razões por que Ele resolveu curá-lo desta maneira. Sim, com plena convicção de que tudo que Jesus faz é proposital, milimetricamente pensado e calculado.

E então me pego a pensar em quantas vezes na minha vida eu fiquei olhando para árvores, pensando que eram árvores, mas eram pessoas! Por quantas vezes nesse mundo não acreditamos piamente sermos totalmente curados em nossa visão quando na verdade enxergamos todas as coisas de maneira distorcida e incompleta?

O cego poderia ir embora, se Jesus não lhe perguntasse nada, e ele poderia viver para sempre crendo que pessoas eram árvores que andavam. E está tudo bem assim também, porque é melhor ver alguns borrões do que não enxergar nada. Sim? De maneira nenhuma!

O que Jesus me diz? Que Ele não é Homem de obras pela metade. Tudo que Ele faz é perfeito, transbordante e completo! Que preciso ser completamente curada. Preciso ser completamente feliz. Preciso ser completamente livre.

E, para ser livre preciso conhecer a Verdade. Porque Ela é a fonte de toda a libertação.

Se aquele homem não soubesse que árvores não são pessoas, ele jamais indagaria a Jesus e simplesmente diria que estava enxergando e ponto. Mas ele sabia a verdade. Ele sabia que as pessoas não eram como aquilo que ele via, e a partir daí houve uma cura completa.

O conhecer da Verdade destrói as mentiras que vivemos durante todos os nossos dias. Ela destrói as nossas mentiras que criamos ao nosso redor em nosso mundo de “árvores andantes”.

Cubrindo a nudez

“Mas Sem e Jafé pegaram a capa, levantaram-na sobre os ombros e, andando decostas para não verem a nudez do pai, cobriram-no. ” (Gênesis 9:23)

E quem diria que um dia teríamos tanto acesso à informação como hoje em dia. Pode ser que daqui a alguns anos eu olhe este post – ou meus netos – e ache absurdo como uma pessoa pode ter ficado impressionada com isso aqui. Não que eu esteja impressionada, mas eu nem completei 40 anos de idade e lembro do tempo em que era criança que a gente ia estudar na biblioteca, pesquisar nos livros, porque não existia internet. Combinava com as minhas colegas de sala um horário e, às vezes, levávamos até lanche. Era praticamente um evento. Ainda estamos em fase de adaptação. Ainda estamos aprendendo como usar tudo isso.

A internet nos abriu um mundo de informação e possibilidades. Hoje qualquer um pode saber como fazer qualquer coisa. E todo mundo pode falar sobre qualquer assunto e todo mundo pode ler sobre isso.

Agora por exemplo. Estou escrevendo aquilo que penso, que pode não ser uma verdade para você. E você ainda tem opção de dar seu ponto de vista nos comentários.

Contudo, esse acesso à informação nos leva ao mal do julgamento. Muitas vezes, não conhecemos as pessoas, não sabemos quem é, o que pensa, quais suas intenções, mas as informações que colhemos a respeito de alguem ou algum assunto, nos leva ao pecado do “pré-conceito”.

Esta semana, recebi informações (através da internet) sobre algumas pessoas do meio “gospel” e que me deixaram muito decepcionada e um pouco confusa. Mas quando me dei conta, estava comentando com meu esposo sobre o assunto e ele me disse: nos tornamos iguais a eles quando nos julgamos donos da verdade.

Lembrei então de Cam. Noé tinha acabado de salvar sua vida, de abençoá-lo e dar a ele uma chance de um recomeço. Mas ao ver seu pai nu e bêbado, ele não pensou em guardar para si, mas foi dizer aos irmãos. Os irmãos, foram ao encontro do pai e cobriram sua nudez sem ao menos olhar para ele.

Talvez hoje nós lemos esta história e achamos muito triste a maneira com que ele expôs seu pai ao ridículo e depois como Noé o amaldiçoou. E esquecemos que nós fazemos isso o tempo todo, todos os dias. Estamos cercados de pessoas que nos abençoaram em algum momento de nossas vidas com sua música, palavra, vida, testemunho e quando estas pessoas caem em alguma situação vexatória, não poupamos ou guardamos para nós mesmos, mas corremos para “compartilhar” com nossos irmãos sobre o assunto.

E então compartilhamos, curtimos e comentamos. E procuramos saber e ler e nos informar sobre o que dizem os outros a respeito. Mas nunca pegamos a capa, nunca damos as costas e nunca oferecemos ajuda.

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Hey todo mundo!

Este não é um início, pois quero acreditar que seja o meio de algo que iniciei em 2003, no meu www.breguenaits.blogger.com.br.

Depois de muitas idéias, e alguns amigos incentivarem, resolvi voltar.

Não sou escritora profissional e não sou dona da verdade. Por isso, convido você ler e ficar à vontade para questionar, comentar e debater, seja lá qual for o assunto que esteja rolando, ou não esteja e você apenas queira colocar seu ponto de vista.

Só peço uma coisa: não me julgue ou rotule. Ainda estou sendo moldada… E te garanto que isso vai demorar pelo menos uns cem anos!

Have fun!

As sensações, questões, dores e indagações de um vaso que está sendo moldado.

Love. Music. Languages

"A música é a linguagem do amor".

Devaneios, pensamentos e café

Porque pensar faz bem...